Canção do Exílio
Minha terra sem fronteiras,
Onde chora o sabiá;
As armas, que aqui bombeiam,
Não bombeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzea têm mais dores,
Nossos bosques tem mais sina,
Nossas vidas mais horrores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais sofrer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde grita o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu já;
Em piscar - sozinho, à noite -
Mais correr encontro lá;
Minha terra tem caveiras,
Donde foge o sabiá.
Só permitem, Deus, que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que dispute os pertences
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sábia.
Onde chora o sabiá;
As armas, que aqui bombeiam,
Não bombeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzea têm mais dores,
Nossos bosques tem mais sina,
Nossas vidas mais horrores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais sofrer eu encontro lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde grita o sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu já;
Em piscar - sozinho, à noite -
Mais correr encontro lá;
Minha terra tem caveiras,
Donde foge o sabiá.
Só permitem, Deus, que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que dispute os pertences
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o sábia.
Já tem dois anos desde a intensificação desse massacre que, já há décadas ocorre em "câmera lenta". Lindo e triste o poema, refletindo a tristeza dos que vivem insegurança e medo todos os dias, há gerações.
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