Quando cheguei aqui, não tinha uma alma viva para contar história. Era um ambiente extremamente inóspito, com vinte sóis para cada cabeça. Aos poucos foram surgindo algumas comunidades, vizinhos restritos a pontos estratégicos com mais sombra e água, pareciam até sapos, precisavam da terra, mas as crianças só surgiam depois da chuva. Depois chegou um povo meio esquisito, ou será que eles já estavam aqui e eu nunca tinha percebido? De qualquer, esse povo é estranho. Longe de mim querer julgar alguém, até porque, quem sou eu na fila do sol? Mas, sinceramente, acho extremamente peculiar esse relacionamento interespecífico. Onde já se viu um fungos se relacionarem com algas? Fazer amizade tudo bem, mas viver em codependência já é demais. Com o passar do tempo, fui me acostumando e conseguindo me estabelecer no bairro. Consegui formar família e acabamos dominando o pedaço. Na verdade, meus primos se deram melhor, conseguiram um terreno maior, com mais luz natural, porém não s...
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